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Nova Variedade de Cajueiro BRS 805 Chega ao Ceará para Revitalizar a Produção

PublicadoJun 29, 2026, 11:45 AM

A mais recente inovação genética para a cultura do caju, o clone BRS 805, começou a ser disseminada nos viveiros autorizados pela Embrapa. O primeiro lote de propágulos foi entregue a um viveiro em Barroquinha, Ceará, marcando o início da propagação desta cultivar. Este material genético visa modernizar os pomares e fortalecer a cadeia produtiva do caju no Brasil.

A introdução do clone BRS 805 representa um avanço significativo, com a expectativa de que milhares de mudas de alto potencial produtivo sejam geradas nos próximos anos. A distribuição é feita por meio de edital público, permitindo que viveiristas registrados solicitem os propágulos continuamente. A Embrapa busca, com essa estratégia, aumentar a disponibilidade da nova cultivar e acelerar sua adoção pelos produtores rurais.

O clone BRS 805, a 14ª cultivar lançada pela Embrapa, destaca-se por sua notável produtividade. Em áreas de sequeiro, alcançou uma média de 1.800 quilos de castanha e 23,8 toneladas de pedúnculo por hectare entre o quinto e o sétimo ano de cultivo, superando em cerca de duas vezes a produção das cultivares atualmente em uso. Além da alta produtividade, o BRS 805 apresenta resistência ao mofo-preto, antracnose e septoriose, bem como maior tolerância ao oídio. Seu porte baixo a médio e a copa piramidal facilitam o cultivo mecanizado, a consorciação com outras culturas e a criação de ovinos, o que contribui para a sustentabilidade e diversificação das propriedades. A diversificação genética nos pomares, com a inclusão de diferentes clones, aumenta a resiliência da cajucultura contra pragas, doenças e variações climáticas, garantindo a produtividade a longo prazo.

A chegada do clone BRS 805 aos viveiros do Ceará promete impulsionar a renovação dos pomares, oferecendo aos agricultores uma cultivar mais eficiente, resistente e bem adaptada às condições do Nordeste brasileiro. Esta iniciativa não só eleva a rentabilidade dos produtores, mas também promove a sustentabilidade da produção, garantindo um futuro mais próspero para a cajucultura regional e nacional.

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